Ainda em treinamento.
quarta-feira, 22 de dezembro de 2010
O novo morador da Quinta
Ainda em treinamento.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
O cúmulo da ninharia
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
A África de cá
A África de lá
dos interditos
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
As idéias estão no ar
Élio me chama para ir correndo ver Eric Cantona convocando as pessoas a tirarem seu dinheiro dos bancos. Foi o que eu disse que as pessoas deviam fazer, quando discutíamos sobre a eficácia das greves nos tempos que passam. Grande Cantona.
A foto é da Torre da Serra da Estrela, o ponto mais alto de Portugal Continental, aqui pertinho de casa.
Tempo de Azeitonas
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Trasmontanos
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Azeitão e eleições
Nem as velhinhas católicas que me abordaram pedindo que eu assinasse uma petição contra o casamento homessexual, o que obviamente declinei, exibiram qualquer atitude remotamente parecida com as grosseiras e preconceituosas colocações de alguns colegas ao falar das pessoas atendidas pelo programa social mínimo brasileiro. Quanta diferença do nosso indigente debate brasileiro. Quanta vergonha e tristeza eu sinto.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Mais Portugal
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Pausa
Acontece que, entre muitas outras coisas, se não fosse ela, eu tinha deixado esse caderno para lá desde o inverno e por isso, não vou desistir de nada.
Vou só ficar um tempo quietinha, esperando a dor passar.
sábado, 24 de julho de 2010
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Toda arte aspira a ser música
Voltei ao violão. Há tanto tempo não cometia uma musiquinha.
Ontem saiu essa. Acho que vai chamar " Sentindo"
Nos tempos do conformismo
se acredita que energias emanam
dos relógios parados dentro de casa,
mas se ignoram os genocídios,
se consente a mentira de ministros de estado,
se assiste passivamente os crimes de guerra
justificados com cinismo nos mesmos discursos
que falam de liberdade.
Não se acredita em nada e se suporta tudo.
E todos à procura de um afeto para suportar o vazio do mundo.
terça-feira, 20 de julho de 2010
claridade da manhã
Eu ia ficar triste hoje, confesso que ia. Mas o sol veio beijar a relva logo cedo e eu aspirei estas alfazemas aí do lado e me convenci: logo, logo ela vem nos ver. E foi assim que ficamos contentes, as flores e eu. Agora, Clarilinda, só falta sarar. Não demora, até as alfazemas sentem sua falta.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Choramingas
E porque é que eu estou falando destas ninharias ? Para ver se esqueço a dor e queimação das minhas mãos que acabam de ser picadas por urtigas que nasceram ao lado dos espinafres. E o buraco no pé que fiz usando uma havaiana ao caminhar sobre a relva - aparada. Os caules parecem arames. É isso aí. Uma inocente ida à horta exige luvas e botas. Tudo pica, espeta, rasga e machuca. Estou tentando manter a calma.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Na ilha por vezes habitada
Na ilha por vezes habitada do que somos, há noites,manhãs e madrugadas em que não precisamos de morrer.Então sabemos tudo do que foi e será.O mundo aparece explicado definitivamente e entra em nós uma grande serenidade, e dizem-se as palavras que a significam.Levantamos um punhado de terra e apertamo-la nas mãos.Com doçura.Aí se contém toda a verdade suportável: o contorno, a vontade e os limites.Podemos então dizer que somos livres, com a paz e o sorriso de quem se reconhece e viajou à roda do mundo infatigável, porque mordeu a alma até aos ossos dela.Libertemos devagar a terra onde acontecem milagres como a água, a pedra e a raiz.Cada um de nós é por enquanto a vida.Isso nos baste.
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Maravilhas da natureza
Hoje eles passaram o dia brincando no deck mas foi só a mãe se afastar para eles correrem para dentro da casinha e ficarem lá, amontoadinhos, esperando sua volta. E fizeram isso todas as vezes, até mesmo quando ela interrompeu de um salto a amamentação ao ouvir a janela por onde lhe passo a ração, se abrir. Imagina que maravilha. Toca o telefone, a mãe tem que sair correndo para uma reunião urgente e nem precisa avisar. Mal ela pega a bolsa, os bebês vão correndo para as caminhas e ficam lá, quietinhos, até ela voltar.
Enquanto isso, na sala de justiça
Por acaso, já fui cliente das três empresas. A Telefônica, todo mundo sabe, é aquela empresa espanhola que comprou por dois caquis podres a TELESP, o maior mercado de telefonia fixa do Brasil, uma maravilha de prejuízo ao erário público como só o PSDB sabe fazer. Eu pagava no Brasil, em euros, o TRIPLO do que pagamos aqui pela internet. Sim , você leu certo o TRIPLO. E mês sim, mês não, tinha que dar escândalo porque eles aumentavam a mensalidade. Nem vou falar sobre o preço das chamadas porque não tem graça. Eu pagava por uma ligação do meu fixo para um celular o mesmo que eu pago aqui, por uma ligação para o Brasil. Falar da qualidade do serviço, então, é chutar cachorro morto : um lixo. A PT é meio confusa, isso lá é verdade. Em compensação, instalaram 8 postes para trazer o cabo até a entrada da casa. A custo ZERO, claro. Apesar disso é uma empresa altamente lucrativa, investe pesado e absorve muita mão de obra.
E ainda tem gente que acredita que é grande negócio privatizar empresas públicas, sem qualquer atenção à sua importância estratégica. Viva o Sócrates que, de quebra, dificultou ao menos um pouco o avanço desta empresa de quinta categoria que é a Telefônica.
E agora me veio uma questão. Recebo de tudo, pela internet : desde abaixo assinado para salvar as moscas brancas até protestos contra o excesso de sal na manteiga mas nem uma palavra sobre o poder perverso das mega corporações nas nossas vidas. Até quando vamos ser tão bobinhos ?
terça-feira, 29 de junho de 2010
Depois da chuva
terça-feira, 1 de junho de 2010
Reflexões da hora da sesta
Me pergunto se daqui a alguns anos será possível esse estranhamento, considerando a ditadura da programação global das tvs a cabo e das séries americanas. Provavelmente não. Embora não me pareça que crianças e adolescentes portugueses se confundam com os nossos irmãozinhos. Infelizmente para nós.
Portugal é um país antigo, como se sabe, e portanto descolado. Entende-se, já viveu um bocado. Portugal só tem dez milhões de habitantes, uma capacidade produtiva que não é nenhuma Brastemp, mas se vira, ah, como se vira. É pobre , para os padrões europeus - para os nossos - dá vontade de rir quando começam a falar da terrível condição “da pobreza no interior do país”. Tem um passado colonial pelo qual não sentem culpa. Aliás, são da opinião que, em matéria de imperialismo, foram dos mais simpáticos e por isso nem gostam que falemos mal do nosso passado colonial. Mas eu sempre fico com a impressão que , no fundo, eles se orgulham de terem sido os reis da cocada preta e vivem para o sonho de voltar a sê-lo.
Perguntavam muito, nos primeiros dias, se eu estava gostando. É uma pergunta que só se faz aos turistas, eu acho. Só serve para a gente saber que impressão está causando. Ou para saber o grau de sinceridade do visitante. Eu gostava muito de perguntar isto aos turistas gringos no Brasil, especialmente aos estudantes americanos que andavam pela Bela Vista em intercâmbios de 6 meses. Wonderfull, amazing, diziam os tolinhos. Eu cutucava : mas a violência, e a miséria, e as crianças pedindo esmolas ? Veja bem, Nova York, eles diziam… e logo contra argumentavam , mas o povo brasileiro é tão amazing, wonderfull… Que coisa. É claro que turistas, em geral, só vêem a casca do negócio. Mas o Brasil, na minha opinião, é mesmo inenarrável, não importa o quanto a gente mergulhe … ou se afaste.
quinta-feira, 27 de maio de 2010
enganos da modernidade
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Máscaras
Então, minha mente infantil que, como se sabe, vive sonhando com restos do dia, sonhou que eu ia andando até a aldeia, onde havia uma festa de máscaras e só eu não portava uma. Estava como que nuazinha de cara. Morta de vergonha, é claro.
domingo, 23 de maio de 2010
Gente que faz 3
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Gente que faz 2
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Gente que faz
Beleza
" Fazei coisas belas. Tornai as vossas vidas lugares de beleza" . ´
Ele podia ir sempre por aí e deixar de produzir os conselhos infelizes costumeiros.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Ditos e desditos
Vá plantar batatas,
quinta-feira, 13 de maio de 2010
terça-feira, 11 de maio de 2010
Primavera na Serra
Florzinha
A dança das estações
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Cabo da Roca
Razão e sensibilidade
sábado, 17 de abril de 2010
Festa da tosquia
quarta-feira, 14 de abril de 2010
comportamento de risco
Eu me lembrei foi de um poema do Brecht " disse a raposa à galinha, precisamos nos ver, nos conhecer bem, nos dar bem, por isso o chão está cheio de penas. " As raposas o levaram e não sobrou nem pelos.
terça-feira, 23 de março de 2010
domingo, 21 de março de 2010
As vovozinhas encantadoras
sábado, 13 de março de 2010
segunda-feira, 8 de março de 2010
sábado, 6 de março de 2010
O SÉTIMO SELO PORTUGUÊS
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Nem sempre a leveza
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
O FOGO
Eu não sei nada da vida rural e minha falta de habilidade para as tarefas mais simples do universo campestre é risível. Acender a salamandra do meu quarto e mantê-la acesa é dos maiores desafios que já enfrentei. Penso nas figuras de linguagem ; avivar o fogo, manter o fogo aceso e sei que nunca as compreendi verdadeiramente, assim como todas as gerações urbanas, acostumada ao fogo fácil do fogão a gás. Em São Paulo também tinha uma salamandra mas era moleza. Usava toras de eucalipto cortadas à perfeição, ultra secas, praticamente industriais. Aqui tenho de me haver com uma lenha feita de gravetos, galhos e troncos caídos que ficaram duas semanas tomando chuva. Não importa, meu nome é Caramuru ( ou será Anhanguera?). E ainda esqueço o que sabia.
Hipotéticos
O TEMPO 2
Desde sempre reparei que tudo anda mais devagar. Eu ainda era só uma turista a flanar em Lisboa e - quanta graça – a quase majestosa fleuma dos atendentes de balcão, negando-se terminantemente a ouvirem mais de um pedido ao mesmo tempo, não digo atenderem. Se tiver uma dezena de pessoas e três delas pedirem um café ao mesmo tempo, tudo pára . Uma pessoa pede um café, ele entrega o café e SÓ DEPOIS o outro pedido pode ser enunciado. Senão eles param de atender para dar um pito no cliente afoito. Acredite se quiser. Ao Seu Zé da Padaria da Rocha servindo 8 pingados, 10 pães na chapa, 3 sucos - dois com açúcar e gelo, o outro natural, pra já seu Zé,por favor, que eu tô atrasada, meu respeito e minhas saudades.
Até os caixas de supermercado parecem em câmera lenta. Outro dia tomei conhecimento de uma estatística : a produtividade é 30% menor em Portugal que no resto da União Européia. Obviamente, minha impressão sensível não deve ter nada a ver com os métodos e as finalidades da tal estatística. Mesmo assim tenho certeza de que qualquer paulistano diante de uma linha de produção portuguesa ia ter a mesma sensação: tá lento. Aqui no interior, esse mesmo paulistano, certamente sentiria ganas de matar ou morrer diante da lerdeza quase generalizada. Quero dizer, um paulistano hipotético.
Parodiando Nelson Rodrigues, é claro que toda generalização é burra. Veja bem, é um país que, pelo tamanho, realiza coisa a beça. Como se diz aqui e lá, devagar também se vai longe. Eu tenho sentimentos ambíguos . Por um lado, sinto até um certo orgulho de ter me libertado deste condicionamento neurótico, a pressa constante. Por outro, bem, por outro lado, a agilidade e a rapidez são uma beleza. E o belo e o bem…

