quinta-feira, 27 de maio de 2010

enganos da modernidade


O título é uma boutade. O engano, no caso, foi obra da mais pura ignorância da vida natural. O gato Lince era gata e aí está ela parida, observando duas das cinco ( !) crias. A outro notícia do dia é que o Zygmunt Bauman, de quem sou fã de carteirinha, ganhou o prêmio de comunicação Príncipe das Astúrias. É pouco, ele merece um Nobel. As leituras de suas explicações sobre os engodos da pós modernidade me valeram mais do que as sessões de análise. Mais do que esclarecedor, é terapêutico para nossas ideias entortadas pelo zeitgeist. Para comemorar me permiti passar o dia em sessões de observação da vida animal. Fiquei pensando quão poucas oportunidades de observação do comportamento instintivo sobraram. Quero dizer, com exceção dos programas do Discovery . Pelo menos, com a imagem digital as crianças não correm o mesmo risco que eu - que até os doze anos de idade, achava que os porcos eram cor de rosa, como nos desenhos de Walt Disney.

Nenhum comentário:

Postar um comentário