sábado, 4 de junho de 2011

Malfadadas coisas que apitam

São Paulo continua extraordinária. O Rio pode ser lindo mas só São Paulo me faz sucumbir. Para bem e para o mal. Quando cheguei à Quinta, o que primeiro me fisgou foi o silêncio, óbvio. Neste retorno a Sampa nóia, como diz Darcy, o que me derrubou foi o ruído. Meus adoráveis anfitriões moram num terceiro andar, um apartamento agradável e bem localizado. O único inconveniente é que os quartos tem janelas para a rua. Você acorda com a cidade dentro da sua cabeça, um massacre da subjetividade. Na sala ou na cozinha, ela ainda parece distante mas quando sua cabeça está sobre o travesseiro a cidade te invade como um estuprador. Em compensação fui fecundada em vários sentidos. Muitos encontros. Um deles com a Natália que me diz que eu disse isso em aula : "malfadadas coisas que apitam" a propósito de... não importa. Ela me explicou e eu entendi que é uma expressão que bem se pode aplicar a muitas coisas. Sem os alunos eu seria bem mais obtusa, esta é que é a velha verdade.