
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
As primeiras neves do outono
Os soutos nos outeiros
Os carvalhos amarelam
As oliveiras impávidas
E eu a conversar com as minhas raízes.
Os carvalhos amarelam
As oliveiras impávidas
E eu a conversar com as minhas raízes.
os filmes que ninguém verá
Quase todos os dias tenho vontade de fazer um filme.Há tantos personagens que fariam a alegria de Fellini, tantas. Este é o pastor Tó a me trazer tertúlios que são estes cogumelos gigantes ( ontem mesmo vi um de uns 45 cm de altura). Lembram muito o sabor daqueles funghi que a gente compra desidratados lá na zona cerealista. O pastor Tó aparece também em uma gravaçãozinha das ovelhas e suas " guizas" ( os sininhos) e que vou tentar postar mais tarde.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
detalhes da comunicação social
Daí que há que se notar detalhes como a duração das matérias e o espaço que se dá às falas das pessoas. Esqueça o video clip do jornal nacional onde o único discurso com começo, meio e fim é o dos donos. O que também, há quem diga, não tem importância, visto que a imensa maioria não entende nada. Ou será que não entende justamente por isto?
Esta semana têm passado muitas matérias sobre o agravamento da pobreza por causa da " crise". Um dos problemas maiores são os chamados novos pobres ou a pobreza envergonhada. Depoimento da funcionária " São pessoas de classe média, de repente um membro do casal perde o emprego e há a casa, o carro para pagar e bem, as coisas ficam difíceis..." Disseram os funcionários do serviço social que por vezes têm que trabalhar até mais tarde para atendê-los já que eles preferem ser atendidos à noite; não querem ser vistos, supõe-se pelos vizinhos, a receber ajuda. Pobreza envergonhada. É nessas horas que cala em mim nossa pobreza pátria.
a minha pátria já não é a minha língua
Joana Serrado é o nome da autora deste verso acima. É dos mais lindos poemas de amor que eu já li e chama-se Socos.
É uma menina cheia de erudição.
É uma menina cheia de erudição.
o silêncio
Uma coisa que sempre mereceu comentários de quem frequentava meu apartamento em São Paulo era o silêncio. Localizado a menos de 500 metros da 9 de julho é mesmo de espantar. O ruído vem quase que exclusivamente dos aparelhos sonoros da vizinhança - e parece pouco, considerando a densidade do barulho em que vivemos imersos na megacidade.
Aqui não há vizinhos o que quer dizer que só ouço o que eu quero. O silêncio é revelador . Às vezes, em pleno dia, posso ouvir minha respiração. Lendo, por exemplo, acontece de perceber reações físicas que acompanham os movimentos do meu pensamento. Tão sutis o pulso que se acelera, o suspiro que me escapa, me vem um prazer infantil de descoberta da convivência tão íntima do corpo-mente. Há também a música dos gestos do outro, quando não há nenhum ruído que os disperse e do seu ritmo, quase se pode deduzir as batidas daquele coração. Os detalhes sonoros do existir revelam sentidos inesperados. Quando lembro de meu cotidiano há meros 4 meses me pergunto se alguma parte daquilo tudo que andava fazendo parecia pleno de sentido simplesmente porque fazia barulho.
Tudo que cresce, cresce em silêncio. Quem disse isso ?
Aqui não há vizinhos o que quer dizer que só ouço o que eu quero. O silêncio é revelador . Às vezes, em pleno dia, posso ouvir minha respiração. Lendo, por exemplo, acontece de perceber reações físicas que acompanham os movimentos do meu pensamento. Tão sutis o pulso que se acelera, o suspiro que me escapa, me vem um prazer infantil de descoberta da convivência tão íntima do corpo-mente. Há também a música dos gestos do outro, quando não há nenhum ruído que os disperse e do seu ritmo, quase se pode deduzir as batidas daquele coração. Os detalhes sonoros do existir revelam sentidos inesperados. Quando lembro de meu cotidiano há meros 4 meses me pergunto se alguma parte daquilo tudo que andava fazendo parecia pleno de sentido simplesmente porque fazia barulho.
Tudo que cresce, cresce em silêncio. Quem disse isso ?
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
as janelas da minha casa
Sou testemunha. Viva.
Caetano, suponhamos...
Supondo que o comentário do Caetano Veloso sobre o suposto analfabetismo do Lula fosse uma ninharia que valesse pensar e comentar, estaria imensamente prejudicado ( o comentário) pelo ensaio-carnavalesco do Zé Celso. É de ler e reler deliciada. Concordo principalmente quando ele diz que o Lula tem " uma eloquência de amor-humor tão bela quanto a de Caetano".
Fiquei pensando que o Caetano foi vítima daquilo que ele já cantou " É que Narciso acha feio, o que não é espelho."
Fiquei pensando que o Caetano foi vítima daquilo que ele já cantou " É que Narciso acha feio, o que não é espelho."
domingo, 22 de novembro de 2009
as coisas como vão
Por aqui é muito raro alguém responder que vai bem. Ou que está ótimo. Ou qualquer coisa que nos tranquilize o suficiente. É sempre : vai se indo. Vai se andando. Mais ou menos. Se perguntar o que aconteceu há muitas chances de ouvir novamente o misterioso : assim, assim...
Vai ver é isso mesmo.
Vai ver é isso mesmo.
obsolescência não programada
A maior parte das pessoas vive na base do " não tenho tempo pra nada".
Sempre tive tempo sobrando. Até para as ninharias.
Quem diria que ia me tornar uma obsoleta. Quando eu nasci, quase todo mundo era assim.
Sempre tive tempo sobrando. Até para as ninharias.
Quem diria que ia me tornar uma obsoleta. Quando eu nasci, quase todo mundo era assim.
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