sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Azeitão e eleições

O ano passado houveram eleições aqui, para os Conselhos, o equivalente às nossas municipais. Foi em Azeitão que testemunhei a única cena tola e populista que me lembro. Uma charrete, com pessoas vestindo roupas típicas, divulgando um candidato com bandeirolas. Tudo mais que vi e ouvi foram debates políticos. Mais ou menos interessantes mas políticos. Com um detalhe. Não vi ninguém que, mesmo se declarando de direita, fosse capaz de um discurso remotamente próximo ao reacionarismo dos que se dizem centro e centro-esquerda no Brasil. Nem os monarquistas são tão equivocados quanto este Partido Verde pentecostal que quer abolir o estado laico ao mesmo tempo que combate o darwinismo.
Nem as velhinhas católicas que me abordaram pedindo que eu assinasse uma petição contra o casamento homessexual, o que obviamente declinei, exibiram qualquer atitude remotamente parecida com as grosseiras e preconceituosas colocações de alguns colegas ao falar das pessoas atendidas pelo programa social mínimo brasileiro. Quanta diferença do nosso indigente debate brasileiro. Quanta vergonha e tristeza eu sinto.





Um comentário:

  1. Do lado de cá, no Atlântico sul, copiamos o Tea Party, e seu modo grosseiro e irracional de desqualificar os adversários políticos.

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