sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Hipotéticos

Supondo que a idéia do Thomas Mann faça sentido, pode-se inferir que, dado que estou imersa em novidades, o tempo passa muito devagar, daí que minha percepção vem é da ansiedade. É uma hipótese, auspiciosa até. Gosto do argumento dele ( do T. Mann) que lembra como os dias da infância são longos: nunca se viu uma criança reclamar- que- o- tempo –passa- voando. Puxa, já é Natal outra vez, nem percebi, o meu aniversário chegou rapidíssimo, outro dia mesmo eu tinha apenas 7 anos. .. O que prova, diz ele, que uma vida rica em novas experiências, faz o tempo avançar mais devagar. Já não tão incomum, é o sujeito careca se queixando de que ontem mesmo tinha 20 anos e, veja só, vai fazer 50, o filho dele já vai ser pai, como é que pode. Pode. Pela hipótese do Thomas é só o sujeito passar anos e anos fazendo as mesmas coisas, ou quase. O que, afinal, me fez lembrar um verso de C. Drummond : que triste são as coisas consideradas sem ênfase.

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